Novos voos me trazem de volta ao Falcão

Por Júlia Matsuda

O que não me faltam são belas histórias no Falcão. Da adaptação aos 11 anos, da superação da timidez, das belas paisagens, das muitas amizades, de um Jamboree na Tailândia aos 16, entre tantas aventuras e amigos que duram daqui à eternidade.

Mas hoje é outra coisa. Hoje é ser mãe. Há 22 anos ingressei, há 11 anos me afastei para estudar e há 6 meses voltei para a indescritível aventura de estar nesta casa que nunca deixei de pertencer.

Confesso que fiquei nervosa e ansiosa, afinal, são experiências totalmente distintas. Meu marido logo se integrou e num piscar de olhos era chefe, sem nunca ter feito parte do Movimento. Agora, encarava outra forma de responsabilidade: o suporte. A cozinha, o administrativo, a organização. Confesso que me senti desencaixada, como se não fosse capaz de exercer esse novo papel. Mas o que há lá de tão especial para que, neste pouco tempo, já tinha me integrado à Comunicação e até tido a oportunidade de organizar o palco de uma festa?

É a habilidade deste lugar de nos dar um abraço quentinho e dizer: se você está aqui se comprometendo, é porque você é capaz. E nada mais acolhedor do que pessoas que acreditam umas nas outras!

Uma vez escoteira, sempre escoteira. Um por todos, todos por um. Sempre Alerta!

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.

Somos eternos aprendizes com olhar de criança

Por Gláucia Viola

Desde os idos dos anos 1980 que tenho um apreço pelo Movimento Escoteiro. Conheci, lá pelos 7 anos de idade, um grupo que fazia atividades dentro do clube que minha família frequentava. Meus pais, maravilhosos mas de educação conservadora, nunca me deixaram participar. Sendo assim, nutri um encanto platônico, pois cresci com a sensação de que era coisa para criança. 

Muitos anos depois, já mãe, vi uma turma de lobinhos fazendo atividade externa próximo à sede. Fui me informar com um dos chefes, que me orientou a fazer a inscrição no Grupo Escoteiro Falcão Peregrino. Aguardei uma vaga para minha filha por quase um ano. Ingressamos no grupo de forma tímida mas muito felizes pela oportunidade. Lembro que no dia em que Luna Gaia fez a promessa de lobinha e ganhou o lenço, a emoção foi tamanha que eu chorei compulsivamente como criança…

Aos poucos me aventurei em algumas atividades de cooperação. Na primeira cantina de que participei, a reação primária foi relatar minha total falta de habilidade na cozinha. Experimentei, então, voltar a ser criança aprendendo uma coisa novíssima na minha vida: ralar cenouras!!! Fiz com a dedicação de uma aprendiz acompanhando as gargalhadas de outros pais de apoio. Cozinhar nunca foi tão divertido. Meu lado criança se manifestou de novo e aquela foi uma grande tarde de aprendizado delicioso para mim.

Chegou o convite para um acantô. Lá fui eu com a mesma falta de habilidade, mas com muita vontade de ajudar. Me senti a pessoa mais importante do mundo por ser responsável por cortar os legumes. E olha como o treinamento com as cenouras foi valioso aqui (rsrsrsrsrs). E identifiquei mais uma lição: de que, no trabalho em equipe, nossa tarefa, por menor que seja, quando bem realizada, faz toda a diferença. Minha criança interior se encheu de orgulho por aprender mais uma vez.  

Alguns acantôs, cantinas e cinco anos depois, essa mãe quarentona entendeu que o Movimento é mesmo coisa de criança. Dessa criança que nunca morre dentro da gente e que está sempre aprendendo algo com brilho nos olhos. Com um ralador nas mãos ou apenas na observação, colecionei (e coleciono) inúmeros aprendizados…

E então posso dizer que cresci mais uma vez! Afinal, o Falcão ensinou-me a ser uma mãe melhor, pois aprendi a dar mais autonomia para minha filha. Aprendi a incentivar sua capacidade nas tarefas mais desafiadoras. Aprendi a estimular suas conquistas e acolher as derrotas para que ela possa lidar de maneira simples com as duas situações. Aprendi a admirar seu desenvolvimento como cidadã. Aprendi a confiar nas suas decisões. Aprendi a respeitar sua visão crítica. Aprendi a escutar seus argumentos, mesmo os que não foram possíveis aceitar.

E continuo crescendo como ser humano, pois aprendi a me encantar com a participação colaborativa. Aprendi a apreciar o envolvimento e dedicação do Grupo. Aprendi a admirar o compartilhar de emoções entre todos. Aprendi a acreditar em um mundo cada vez melhor!

E agora estou aprendendo a traduzir isso em forma de comuniCORAÇÃO! Um desafio e tanto, mas que abracei com a mesma força com que recebo os abraços de acolhimento.

O objetivo é mostrar como o coração desta grade família bate fora do corpo de cada Falcão.

E assim, crescermos juntos sem nunca deixarmos de ser crianças! Eternos aprendizes!  

Gratíssima por mais esse prazeroso desafio!

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.

Dos desafios à delícia de coordenar a Noite do UDON

Por Lucília Kuroiwa

Quando o convite individual para coordenar a festa chega, a primeira sensação é de susto e incredulidade. Eu? Coordenar a próxima festa? Não vou conseguir!

No entanto, o susto compartilhado por quatro coordenadores, Clarissa Nakamura, Claudio Nakamoto, Fernando Kuroiwa e eu (Lucília Kuroiwa) foi revertido em muito esforço, muito trabalho, muita cooperação de todos e, como dizemos sempre no Falcão, no fim, deu tudo certo!

Na mesinha improvisada onde fazíamos as reuniões, recebemos dicas e informações valiosíssimas sobre o que fazer, o que não fazer, como, onde, quando… Aos poucos, os nós foram se desatando. Aos poucos, começamos a acreditar que SIM, conseguiríamos organizar a festa e fazê-la acontecer. Quem diria! Mas percebemos como juntos somos tão fortes!

O dia 24 de agosto chegou e o que inicialmente nos pareceu tão improvável se concretizou. A noite fria, perfeita para a ocasião, atraiu convidados além da expectativa, e nossa sede esbanjou alegria, satisfação, boa vontade e união.

Terminado tudo, em meio ao tilintar das últimas louças sendo lavadas, ao movimento das mesas sendo desmontadas, ao som da piaçava limpando o chão, o sentimento de dever cumprido foi a melhor paga para nós, coordenadores!

Sim, no fim dá tudo certo, mas dá certo porque contamos com a participação de toda a Família Falcão e com a generosidade de patrocinadores e de doadores.

Gratíssimos por mais uma experiência e por mais um aprendizado!


Coordenadores da festa do UDON Clarissa Nakamura, Claudio Nakamoto, Fernando Kuroiwa e Lucília Kuroiwa

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.

Uma delícia em cada detalhe!

O tempero da festa que aconteceu no sábado, dia 24 de agosto, foi muito além do sabor do UDON.

Delícia reunir as famílias para compartilhar o cuidado e o carinho dos preparativos.

Delícia ver o empenho dos jovens na montagem do brinquedo criativo e do portal lindo na entrada.

Delícia participar da alegria das apresentações. Delícia ter a sede do Falcão Peregrino cheia de amigos, familiares e membros de outros grupos escoteiros que vieram prestigiar essa noite.

Delícia saber que nosso objetivo foi alcançado com a qualidade no cardápio, no entretenimento oferecido, na colaboração e integração entre jovens e adultos.

O resultado só poderia ser sorrisos largos que comprovam a delícia de fazer sempre o melhor possível!

Um bravo especial aos organizadores e colaboradores que nos deliciaram com mais uma festa impecável ✌

Crédito das imagens: Daniela Iwamoto e Gláucia Viola

Dia Mundial do Escotismo

Hoje é um dia especial. ⚜

A Família Falcão parabeniza todos que se aventuram neste movimento de transformar o mundo no melhor possível ✌

Para saber mais sobre a história desta data, acesse: Escoteiros.org.br/1-de-agosto-dia-mundial-do-escotismo